Wednesday, October 24, 2007
Merlin
Por vezes andamos tão distraídos que não vemos o que está à nossa frente.
Mas isso não é necessariamente mau.
Senão vejamos.
Encontrei esquecido numa prateleira um livro que li em tempos.
Na altura achei-lhe alguma piada, mas para dizer a verdade só o li porque era supostamente sobre as lições que Merlin ensinou ao Rei Artur, antes de ele se tornar Rei, antes de ele ser o Artur.
Quem me conhece sabe que adoro esta lenda.
(Cheguei inclusivé a ir até Glastonbury e subir ao Thor, só para sentir o chão sagrado. Bom, tive algumas aventuras aí, mas isso fica para outro post.)
O que dizia é que não é necessariamente mau de repente vermos aquilo que está à nossa frente, porque foi exactamente isso que aconteceu hoje quando pus os olhos no dito livro e o (re)encontrei.
O Livro intitulado "O Caminho do Mago - as Lições de Merlin ao Rei Arthur" é do Deepak Chopra e pretende ser um guia na transformação do simples mortal em mago, ou seja, transmutar coisas como o medo, a ignorância, o ódio e a vergonha nas qualidades mais preciosas que existem: o amor e a realização. Que é como quem diz, como me posso transformar em alquimista em apenas 20 lições?
Parece um pouco sarcástico e confesso que foi com esse sentimento que lhe peguei novamente. Mas ao (re)ler encontrei uma simples história que me despertou a curiosidade.
Uma vez, um discípulo foi ter com um grande mestre e disse:
- Porque me sinto tão fechado dentro de mim, como se quisesse gritar?
O mestre olhou para ele e respondeu:
- Porque todos nos sentimos assim.
E de facto é isso que acontece diariamente. Estamos tão envoltos nas nossas rotinas que não paramos para olhar de frente o que o mundo nos apresenta. E é por isso que temos surpresas! Porque não estamos atentos aos sinais. A surpresa pode ser o lado bom da questão, é uma forma que o Universo arranjou de chamar a nossa atenção.
Conheço um homem que andava sempre a mil à hora, a fazer isto e aquilo, a ajudar este e aquele. Um dia caiu da escada e fracturou a tíbia. Ou seja, o Universo obrigou-o a parar (ainda que ele se debatesse diariamente com o seu cérebro, ainda a mil à hora). Foi obrigado a reconhecer que tinha de parar. E parou! Reflectiu, pensou. E pôde voltar ao mundo, renovado e com as ideias no lugar.
É disso que precisamos... de pôr ideias no lugar. (Ou em algum lugar. As minhas ponho-as aqui!)
Mas isso não é necessariamente mau.
Senão vejamos.
Encontrei esquecido numa prateleira um livro que li em tempos.
Na altura achei-lhe alguma piada, mas para dizer a verdade só o li porque era supostamente sobre as lições que Merlin ensinou ao Rei Artur, antes de ele se tornar Rei, antes de ele ser o Artur.
Quem me conhece sabe que adoro esta lenda.
(Cheguei inclusivé a ir até Glastonbury e subir ao Thor, só para sentir o chão sagrado. Bom, tive algumas aventuras aí, mas isso fica para outro post.)
O que dizia é que não é necessariamente mau de repente vermos aquilo que está à nossa frente, porque foi exactamente isso que aconteceu hoje quando pus os olhos no dito livro e o (re)encontrei.
O Livro intitulado "O Caminho do Mago - as Lições de Merlin ao Rei Arthur" é do Deepak Chopra e pretende ser um guia na transformação do simples mortal em mago, ou seja, transmutar coisas como o medo, a ignorância, o ódio e a vergonha nas qualidades mais preciosas que existem: o amor e a realização. Que é como quem diz, como me posso transformar em alquimista em apenas 20 lições?
Parece um pouco sarcástico e confesso que foi com esse sentimento que lhe peguei novamente. Mas ao (re)ler encontrei uma simples história que me despertou a curiosidade.
Uma vez, um discípulo foi ter com um grande mestre e disse:
- Porque me sinto tão fechado dentro de mim, como se quisesse gritar?
O mestre olhou para ele e respondeu:
- Porque todos nos sentimos assim.
E de facto é isso que acontece diariamente. Estamos tão envoltos nas nossas rotinas que não paramos para olhar de frente o que o mundo nos apresenta. E é por isso que temos surpresas! Porque não estamos atentos aos sinais. A surpresa pode ser o lado bom da questão, é uma forma que o Universo arranjou de chamar a nossa atenção.
Conheço um homem que andava sempre a mil à hora, a fazer isto e aquilo, a ajudar este e aquele. Um dia caiu da escada e fracturou a tíbia. Ou seja, o Universo obrigou-o a parar (ainda que ele se debatesse diariamente com o seu cérebro, ainda a mil à hora). Foi obrigado a reconhecer que tinha de parar. E parou! Reflectiu, pensou. E pôde voltar ao mundo, renovado e com as ideias no lugar.
É disso que precisamos... de pôr ideias no lugar. (Ou em algum lugar. As minhas ponho-as aqui!)
Tuesday, October 23, 2007
Credo
Tiramos do livro lições simples e verdadeiras:
«Bolinhos quentes e leite frio são bons para toda a gente»
«Gritar com coisas vivas pode matar o espírito delas. Paus e pedras podem quebrar os nossos ossos, mas as palavras podem partir os nossos corações...»
Segundo o autor, o livro foi escrito tentando honrar o Credo do Narrador de Histórias:
Creio que a imaginação é mais forte que o conhecimento
Que o mito é mais potente do que a história
Que os sonhos são mais poderosos que os factos
Que a esperança triunfa sempre sobre a experiência
Que o riso é a única cura para a mágoa
E acima de tudo creio que o Amor é mais forte do que a morte.
Cada um de nós segue o seu próprio Credo eu tento seguir este.
Wednesday, August 29, 2007
Auto-conhecimento
Todos nós sabemos que viver implica uma série de problemas que devem ser solucionados e por isso, o sucesso na vida está evidentemente relacionado com a capacidade de se encontrar soluções adequadas para os problemas.
Ao fazer uma pesquisa na Net sobre auto-conhecimento, descobri esta evidência:
"O desenvolvimento da capacidade de resolver problemas está directamente relacionado com a dimensão do esforço que nos dispomos a despender no sentido de encontrar a solução."
Ora isto só pode significar que se eu me empenho no meu auto-conhecimento, com esforço e dedicação, haverá uma auto-recompensa. E porque é que isso é importante?
Segundo a Wikipédia, o autoconhecimento ou conhecimento de si próprio é a busca do como e do que é conhecido e é também a própria busca do indivíduo que o leva a ser mestre de si mesmo e, consequentemente, um ser humano melhor. Se no meu dia a dia estiver atento às minhas acções individuais, ao que faço para mim mesmo, projecto uma energia poderosa que se reflecte no outro, que a reflectirá para outros, qual peças de dominó alinhadas e em queda.
É o conhece-te a ti mesmo, de Sócrates. O autoconhecimento é uma realização, não é algo dado ou prontamente disponível ao sujeito. Para conhecer-se a si mesmo, o sujeito precisa reflectir, e interpretar-se a si mesmo.
É esta realização que torna o caminho árduo, pior que uma subida ao Everest, ou um Caminho de Santiago. Porque é preciso estar atento 24 horas por dia, mesmo quando dormimos, porque também aí viajamos para outros mundos e não o fazemos ao acaso.
Ao fazer uma pesquisa na Net sobre auto-conhecimento, descobri esta evidência:
"O desenvolvimento da capacidade de resolver problemas está directamente relacionado com a dimensão do esforço que nos dispomos a despender no sentido de encontrar a solução."
Ora isto só pode significar que se eu me empenho no meu auto-conhecimento, com esforço e dedicação, haverá uma auto-recompensa. E porque é que isso é importante?
Segundo a Wikipédia, o autoconhecimento ou conhecimento de si próprio é a busca do como e do que é conhecido e é também a própria busca do indivíduo que o leva a ser mestre de si mesmo e, consequentemente, um ser humano melhor. Se no meu dia a dia estiver atento às minhas acções individuais, ao que faço para mim mesmo, projecto uma energia poderosa que se reflecte no outro, que a reflectirá para outros, qual peças de dominó alinhadas e em queda.
É o conhece-te a ti mesmo, de Sócrates. O autoconhecimento é uma realização, não é algo dado ou prontamente disponível ao sujeito. Para conhecer-se a si mesmo, o sujeito precisa reflectir, e interpretar-se a si mesmo.
É esta realização que torna o caminho árduo, pior que uma subida ao Everest, ou um Caminho de Santiago. Porque é preciso estar atento 24 horas por dia, mesmo quando dormimos, porque também aí viajamos para outros mundos e não o fazemos ao acaso.
Friday, August 24, 2007
Depois de três semanas de férias...
Oficialmente, hoje é o último dia das três semanas de férias de verão. Mas faz bem mais de três semanas que escrevi o último comentário. Porquê? Porque não tinha vontade de escrever.
Já li o capítulo quatro, e apesar de já não ter qualquer recordação sobre o mesmo (terei que obrigatoriamente rele-lo para prosseguir), o seu título inspirou a minha actualização deste blog.
Durante este tempo muita coisa aconteceu, muitas boas, muitas más, muitas com significado, muitas sem significado! Vários foram também os sentimentos vividos, senti-me cansada em momentos difíceis, como um grão de areia quando fui ver as estrelas, emocionada quando estive na capela sistina, tranquila quando mergulhei nas cascatas, em paz quando conversei...
Nestas três semanas de férias, vivi alheada das notícias que correm o mundo mas nem por isso sinto que estou desactualizada. Tudo continua a girar em torno do poder, de quem tem mais, de quem manda mais, de quem pode mais... sempre mais e mais e mais!
Pois eu também quero poder! Talvez não esse "poder" de que falam nos noticiários...
Quero poder continuar a ser maluca, poder rir quando tenho vontade, poder ver o sol nascer, poder reconhecer que hoje é dia 24 de Agosto e o meu irmão faz anos! Quero poder descalçar e andar pela relva molhada, quero poder sentir a água fria a gelar os pés, quero poder ver um sorriso, quero poder...
Já pensaram se um dia deixarem de poder lutar pelo poder?
Já li o capítulo quatro, e apesar de já não ter qualquer recordação sobre o mesmo (terei que obrigatoriamente rele-lo para prosseguir), o seu título inspirou a minha actualização deste blog.
Durante este tempo muita coisa aconteceu, muitas boas, muitas más, muitas com significado, muitas sem significado! Vários foram também os sentimentos vividos, senti-me cansada em momentos difíceis, como um grão de areia quando fui ver as estrelas, emocionada quando estive na capela sistina, tranquila quando mergulhei nas cascatas, em paz quando conversei...
Nestas três semanas de férias, vivi alheada das notícias que correm o mundo mas nem por isso sinto que estou desactualizada. Tudo continua a girar em torno do poder, de quem tem mais, de quem manda mais, de quem pode mais... sempre mais e mais e mais!
Pois eu também quero poder! Talvez não esse "poder" de que falam nos noticiários...
Quero poder continuar a ser maluca, poder rir quando tenho vontade, poder ver o sol nascer, poder reconhecer que hoje é dia 24 de Agosto e o meu irmão faz anos! Quero poder descalçar e andar pela relva molhada, quero poder sentir a água fria a gelar os pés, quero poder ver um sorriso, quero poder...
Já pensaram se um dia deixarem de poder lutar pelo poder?
Tuesday, July 31, 2007
Bookcrossing

O Bookcrossing é um clube de livros global, que atravessa o tempo e o espaço.É um grupo de leitura que não conhece limites geográficos.
Os seus membros gostam tanto de livros que não se importam de se separar deles, libertando-os, para que possam ser encontrados por outros.
O objectivo do Bookcrossing é transformar o mundo inteiro numa biblioteca.
Os três "Erres" do Bookcrossing
Read - Lê um bom livro
Register - Regista-o. Cria um diário para esse livro, dá-lhe um número de identificação(BCID) e cola-lhe uma etiqueta
Release - Liberta-o para que outra pessoa o possa ler (entrega-o a um amigo, deixa-o num banco do jardim, esquece-te dele num café) e recebe uma notificação por email cada vez que alguém encontra o livro e escreve uma mensagem no seu diário.
Parece fácil, certo? Pois é! É também um exercício fascinante sobre o destino, karma. E além disso é totalmente grátis e privado.
Por isso tira um ou dois livros da tuas prateleiras (não estão lá a fazer nada pois não? Apenas a ganhar poeira), regista-os em http://www.bookcrossing-portugal.com e depois oferece-os ou deixa-os onde podem ser encontrados por alguém.
Friday, July 20, 2007
Ditado chinês
Até aos 30 anos és a cara que Deus te deu
a partir dos 30 és tu próprio.
Diz-se que por volta dessa idade há uma crise.
Mas crise não é sinónimo de algo negativo, antes pelo contrário.
Nós só vemos isso negativo porque estamos enraizados na nossa forma que não vemos o conteúdo, não percebemos o que realmente é nosso e o que é de nossos pais, familiares, amigos.
E a crise é mesmo isso, é perceber que este padrão não me serve mais, é como se fosse uma peça de roupa que deixou de servir e ou tu olhas para o que te está a causar atrito ou o que te causa atrito olha para ti.
Não há como fugir a isso. Ou maomé vai à montanha ou a montanha vai a maomé.
a partir dos 30 és tu próprio.
Diz-se que por volta dessa idade há uma crise.
Mas crise não é sinónimo de algo negativo, antes pelo contrário.
Nós só vemos isso negativo porque estamos enraizados na nossa forma que não vemos o conteúdo, não percebemos o que realmente é nosso e o que é de nossos pais, familiares, amigos.
E a crise é mesmo isso, é perceber que este padrão não me serve mais, é como se fosse uma peça de roupa que deixou de servir e ou tu olhas para o que te está a causar atrito ou o que te causa atrito olha para ti.
Não há como fugir a isso. Ou maomé vai à montanha ou a montanha vai a maomé.
Wednesday, July 18, 2007
chamada de atenção!
vinha eu ontem com humor de cão a regressar a casa e nestas alturas não vejo nada à frente, de tal forma que quando estava a chegar à minha rua enfiei-me sem querer e sem ver claro à frente de duas motas. Não as vi, só me apercebi que vinha alguém atrás quando começaram a fazer sinais de luzes e estavam completamente colados a mim.
Eram da polícia!
E, por azar, enfiei-me logo à frente deles.
Não os vi mesmo.
Acabei por fazer sinal para encostar, mas como já estava a chegar à minha garagem virei para entrar. E obviamente eles começaram a reclamar. Milagrosamente seguiram caminho e escapei a uma multa certa.
Mas depois fiquei a matutar nisto e acho que é daquelas coincidências às quais temos de dar atenção. Acho que foi tipo sinal de que ando um bocado desligada e distraída do mundo. Estou com a sensação de que estou a colocar a minha atenção em coisas que não têm interesse nenhum e estou a deixar passar outras.
Eram da polícia!
E, por azar, enfiei-me logo à frente deles.
Não os vi mesmo.
Acabei por fazer sinal para encostar, mas como já estava a chegar à minha garagem virei para entrar. E obviamente eles começaram a reclamar. Milagrosamente seguiram caminho e escapei a uma multa certa.
Mas depois fiquei a matutar nisto e acho que é daquelas coincidências às quais temos de dar atenção. Acho que foi tipo sinal de que ando um bocado desligada e distraída do mundo. Estou com a sensação de que estou a colocar a minha atenção em coisas que não têm interesse nenhum e estou a deixar passar outras.
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